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As profissões em alta para 2026: onde estarão as melhores oportunidades

mulher e homem no escritório usando computador

Você já teve aquela sensação de que não precisa mais olhar pra muito longe pra se deparar com o futuro? Com mudanças globais aceleradas e a possibilidade de acessar informações de todos os cantos do mundo, a gente consegue acompanhar transformações quase em tempo real — e, nem sempre, dá conta de processar tudo o que acontece tão rápido e em todo o lugar. Quando o assunto é mercado de trabalho, o sentimento se repete: e a verdade é que, sim, o mercado de trabalho está mudando muito rápido.

A combinação de tecnologia, mudanças demográficas, novas demandas sociais e transformações no comportamento de consumo já está redesenhando as habilidades e as carreiras que mais vão crescer nos próximos anos. E, mesmo que a gente goste de imaginar futuros como designer de metaverso imersivo, engenheiro de longevidade ou curador de algoritmos emocionais — todos citados no mapeamento 100 Jobs of Tomorrow, da Future Lab — a verdade é que, para 2026, o cenário é mais concreto, mais próximo e completamente acessível para quem quiser se preparar.

Aliás, vale saber: esse estudo da Future Lab reúne análises da McKinsey, Fórum Econômico Mundial, PwC, Deloitte e OCDE. Ele faz um mapeamento amplo de novas carreiras com forte impacto até 2030. Algumas profissões citadas são absolutamente novas no imaginário popular, como engenheiro de confiança de IA, designer de emoções digitais ou mentor de longevidade. São funções que emergem por causa da aceleração tecnológica, do envelhecimento populacional e da exigência crescente por soluções mais humanas e éticas.

Mas um ponto geral que o estudo traz mostra que o futuro do trabalho passa pela tríade tecnologia, cuidado e sustentabilidade. E, dentro dessa tríade, existem inúmeras funções surgindo, desaparecendo ou se transformando. E, bem, a transformação é algo com o qual a sociedade sempre esteve acostumada, né? Aqui, no entanto, vamos deter nosso olhar mais para perto, para o que vai acontecer no curto prazo. Se você está buscando recolocação, pensando em fazer uma transição de carreira ou pronto para dar um próximo passo em 2026, esse texto vai te interessar. Reunimos aqui as principais tendências, mostramos as carreiras que devem crescer no Brasil até o próximo ano e, mais importante: como você pode se preparar para elas, mesmo que esteja começando do zero. E vale saber: as profissões que vão bombar em 2026 são, na verdade, portas de entrada para esse futuro que o Futura Lab vislumbrou — e para o qual nós vamos manter os olhos bem abertos também.

Onde estão as melhores oportunidades para você ficar de olho

Especialista em IA aplicada

A inteligência artificial deixou de ocupar o lugar de tendência do futuro e se tornou parte do dia a dia das empresas. Hoje, praticamente todos os setores, do marketing ao varejo, passando por saúde, finanças, logística e jurídico, estão buscando profissionais capazes de transformar IA em prática, e não apenas em discurso. Isso significa saber integrar ferramentas à rotina, automatizar fluxos, analisar padrões, interpretar resultados, otimizar operações e, principalmente, tomar decisões orientadas por dados. O cenário é dos mais animadores para quem pensa em seguir essa área, já que a adoção das ferramentas cresce rápido: a maior parte das empresas planeja expandir significativamente o uso de IA até 2030, e projeções como a da McKinsey indicam que uma parcela considerável das tarefas repetitivas será automatizada nos próximos anos. Com isso, surge uma demanda totalmente nova por profissionais que atuem na supervisão, curadoria, adaptação e implementação dessas tecnologias. E aqui estamos falando de perfis que entendam tanto dos limites quanto das possibilidades da IA.

Para se preparar, é essencial dominar ferramentas de IA generativa e entender como aplicá-las no contexto do trabalho, além de explorar cursos de prompt engineering, análise de dados e automações. Fundamentos de ética em IA também se tornam indispensáveis, já que cada vez mais empresas buscam garantir segurança, transparência e responsabilidade no uso dessas tecnologias. Em resumo: quem souber navegar nesse novo cenário, combinando conhecimento técnico com visão estratégica, estará entre os profissionais mais procurados até 2026.

Profissionais de saúde preventiva e longevidade

A saúde preventiva e a longevidade entraram de vez no centro das transformações globais. Com a população vivendo mais e buscando qualidade de vida por mais tempo, cresce rapidamente a demanda por profissionais capazes de atuar antes da doença aparecer, acompanhando pessoas de forma contínua e integrando cuidado, tecnologia e mudança de hábitos. Esse movimento coloca em evidência carreiras que trabalham com prevenção, performance, bem-estar e monitoramento, desde enfermagem e fisioterapia até nutrição, educação física e atenção primária.

E isso parte do seguinte cenário: de acordo com o IBGE, até 2030, o número de idosos vai ter ultrapassado o número de jovens de 0 a 14 anos no Brasil. Isso muda não só o sistema de saúde, mas todo o mercado — o próprio relatório da Futura Lab coloca a economia da longevidade como uma das centrais no futuro. Globalmente, já movimenta trilhões e deve crescer ainda mais, impulsionando profissionais especializados em saúde integrativa, monitoramento, prevenção e acompanhamento de longo prazo. Então se você têm pensado em fazer um movimento para a área da saúde e cuidados, por exemplo, se especializar em temas como longevidade, bem-estar na terceira idade e focar nesse público podem ser a pedida.

Além da formação técnica, esses profissionais precisam dominar tecnologias de suporte ao cuidado — como prontuários digitais, ferramentas de monitoramento e análise de dados — e, ao mesmo tempo, desenvolver competências comportamentais que fazem toda a diferença na prática, como comunicação clara, empatia, educação do paciente e construção de confiança. Quem conseguir unir conhecimento clínico, visão preventiva e habilidade humana estará entre os profissionais mais procurados até 2026.

Gestor de Sustentabilidade e ESG

A pauta de sustentabilidade e ESG entrou definitivamente no centro das decisões corporativas como um requisito de operação. Empresas de todos os portes, inclusive as pequenas e médias, estão sendo pressionadas por regulações ambientais mais rígidas, por clientes que exigem responsabilidade na cadeia de fornecedores e por consumidores cada vez mais atentos à coerência entre discurso e prática. Isso transforma o Gestor de Sustentabilidade e ESG em um dos profissionais mais estratégicos do mercado.

Até 2026, a tendência é de crescimento acelerado. Grandes organizações precisam reportar indicadores ambientais, sociais e de governança, e para isso dependem de equipes qualificadas que saibam mapear riscos, medir impacto, acompanhar legislações e estruturar políticas internas. Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor está forçando uma mudança cultural: marcas que não entregam transparência e compromisso real perdem espaço, abrindo margem para profissionais que consigam construir processos mais responsáveis e narrativas alinhadas a essas práticas. Um relatório apresentado no Fórum Mundial Econômico, por exemplo, mostra que, só na Gen Z, 55% dos consumidores escolhe marcas com relevância social e atreladas à causas nas quais eles acreditam.

Para se preparar, vale investir em cursos e certificações em ESG, sustentabilidade corporativa e análise de impacto ambiental, além de aprender a usar ferramentas de mensuração de carbono, circularidade, rastreabilidade e compliance. Mas não basta o lado técnico:  profissionais da área também precisam dominar comunicação, influência e storytelling, porque sustentabilidade é tanto sobre fazer quanto sobre mostrar com clareza e verdade o que está sendo feito. Quem unir análise, estratégia e narrativa estará entre os nomes mais disputados nos próximos anos.

Especialista em Cibersegurança

A cibersegurança segue como uma das áreas mais críticas e carentes de profissionais no mundo. Com a digitalização acelerada de processos, serviços e dados sensíveis, empresas de todos os setores precisam proteger informações de clientes, operações internas e sistemas que mantêm seus negócios funcionando. A demanda cresce muito mais rápido do que a formação de especialistas, criando um dos maiores gargalos de talentos do mercado atual. No último report anual, a ISC2 (uma organização sem fins lucrativos líder em certificações profissionais para segurança da informação), faz projeções que mostram um cenário claro até 2026: o déficit global de profissionais de segurança cibernética vai ultrapassar milhões de vagas, enquanto os ataques continuam aumentando — inclusive no Brasil, que já registra salto expressivo no número de incidentes. Isso coloca a cibersegurança como área estratégica não só para empresas de tecnologia, mas também para bancos, varejistas, hospitais, indústrias e qualquer negócio que opere digitalmente.

Para entrar nesse mercado, o caminho passa por certificações reconhecidas e altamente valorizadas, como Security+, CEH e ISO 27001, além do domínio das bases técnicas que sustentam a área: redes, cloud, criptografia, gestão de vulnerabilidades e resposta a incidentes. É também uma carreira que exige atualização constante já que novas ameaças surgem diariamente, e acompanhar esse ritmo é parte essencial do trabalho. Quem conseguir unir preparo técnico, visão de risco e capacidade de adaptação terá espaço garantido nos próximos anos.

Criadores e Gestores de Conteúdo com Inteligência Digital

O universo de conteúdo evoluiu rápido. O que antes era visto como uma função operacional hoje se tornou uma peça estratégica dentro das empresas. E, nesse novo cenário, surgem os criadores e gestores de conteúdo com inteligência digital: profissionais que combinam criatividade, visão analítica e domínio de ferramentas de IA para produzir conteúdo mais eficiente, personalizado e escalável. Não basta escrever bem ou ter boas ideias: agora é preciso entender dados, comportamento de audiência, jornada, distribuição e performance.

Esse movimento ganha força até 2026, impulsionado pela profissionalização das áreas de social media, pela explosão do conteúdo multiplataforma e pela chegada das IAs generativas, que ampliam — mas não substituem — o trabalho humano. Marcas querem pessoas capazes de integrar estratégia, análise e criação; profissionais que dominem SEO, pensem em funil, e consigam transformar métricas em decisões criativas mais inteligentes.

Para se preparar, vale fortalecer o repertório técnico: aprender SEO, estudar análise de dados e entender a lógica do funil de conteúdo. Por outro lado, é essencial desenvolver habilidades humanas que a IA não replica: escrita clara, pensamento criativo, sensibilidade de marca e visão de negócios. E o mais importante: usar a IA como ferramenta de potência, e não como muleta. Quem conseguir unir essas três camadas — criatividade, dados e tecnologia — estará entre os profissionais mais valorizados dos próximos anos.

 

Carreiras diferentes, um mesmo movimento

Mesmo vindas de áreas tão distintas – tecnologia, saúde, sustentabilidade, segurança e comunicação, todas essas profissões apontam para um mercado de trabalho que está passando por uma transformação profunda e acelerada. A lógica mudou: tem menos espaço para funções estáticas e muito mais demanda por profissionais capazes de transitar por um mundo orientado por dados e centrado em pessoas. Por isso, separamos detalhes que merecem a sua atenção, mesmo que você ainda não tenha decidido para qual lado vai seguir profissionalmente:

A tecnologia está em tudo: mesmo funções consideradas tradicionais hoje precisam dialogar com IA, dados, automações e ferramentas digitais. A tecnologia deixou de ser um extra para se tornar a base estrutural de quase todas as operações e quem não acompanha esse movimento fica para trás. Não é sobre virar técnico, e sim sobre saber trabalhar lado a lado com as novas ferramentas.

Carreiras ligadas a cuidado e longevidade só vão crescer: o envelhecimento da população é uma realidade irreversível, e isso puxa a demanda por profissionais focados em prevenção, saúde contínua, bem-estar e acompanhamento a longo prazo. Longevidade não é mais um tema de nicho, como antigamente, mas um novo eixo econômico, com impacto direto no mercado de trabalho e nas profissões de saúde, performance e qualidade de vida.

Propósito importa, mas competência importa mais: sustentabilidade, ética, governança e impacto deixaram de ser slogans inspiracionais e passaram a ser exigências regulatórias e de reputação. Empresas estão sendo cobradas por transparência e responsabilidade real, o que coloca em evidência profissionais que sabem operar com coerência e entregar resultados alinhados a esses valores.

Habilidades humanas se tornaram vantagem competitiva: empatia, comunicação clara, inteligência emocional, negociação, resolução de problemas — tudo isso virou diferencial num mundo onde a tecnologia executa cada vez mais tarefas mecânicas. As habilidades humanas são o que sustenta confiança, colaboração e tomada de decisão. Quem domina essa camada se destaca, independentemente da área.

Todos os caminhos exigem atualização constante: o ritmo das mudanças não vai desacelerar. Aprendizado contínuo deixou de ser recomendação e virou condição de empregabilidade. Mesmo as profissões do futuro já estão evoluindo agora, e quem se mantém curioso, aberto e em movimento ganha vantagem natural sobre o restante do mercado.